sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Resumo da época 2012/13

Terminou para nós, no passado dia 3, a época 2012/13. Esta prolongou-se um pouco mais para podermos participar numa prova para que havíamos sido convidados, da qual fizemos referência na devida altura.
É o segundo ano desde que a modalidade foi reactivada no clube e aos poucos vamos tentando criar as condições mínimas para que o Ténis de Mesa possa ser ensinado. Tal como no passado recente, e não só, as dificuldades continuam a fazer-se sentir nas suas diversas vertentes. Dos objectivos a que nos havíamos proposto no início da época, a maioria foi alcançado e, no que toca ao aspecto desportivo, consideramos que foi bastante positiva.
PARCERIAS
Como na época anterior, também aqui os apoios foram quase nulos. Nas cartas endereçadas a várias entidades (entre elas as Juntas de Freguesia da cidade), as privadas, responderam dizendo não ser possível qualquer comparticipação, já as entidades públicas nem se dignaram responder.
Mas nem tudo foi negativo, nos contactos efectuados com a Decathlon, aquela entidade ofereceu os equipamentos para os nossos miúdos. O protocolo concluído por nós, e assinado em nome do clube, também favoreceu todas as outras secções e atletas, bem como os sócios desde que tivessem as quotas em dia; todos podiam obter os vários artigos com desconto. Julgamos que todos saíram beneficiados e esperamos poder voltar a contar com aquele patrocínio na próxima época.
MATERIAIS
Ao longo da época a secção procurou indo apetrechar-se daquilo que entendia ser o mais necessário. Assim, o clube adquiriu uma mesa nova e uma entidade oficial ofereceu-nos outra, ambas aprovadas para as competições oficiais.
Tivemos de comprar cortinados para aplicar na rede de separação do pavilhão da ex EPC, para evitar que as bolas saíssem da nossa zona de trabalho. Foi um investimento negativo pois passado pouco tempo deixámos de treinar naquele local.
DIVULGAÇÃO
Para além de panfletos distribuídos por diversos locais e de termos usado os meios tecnológicos actuais, participámos em dois eventos para os quais fomos solicitados: o local do primeiro foi no Liceu Nacional Sá da Bandeira (Escola Secundária com o mesmo nome); o convite foi endereçado pelos alunos do 11º Ano, ligados ao Curso Técnico de Apoio à Gestão Desportiva. Ali fizemos uma pequena demonstração com dois dos nossos miúdos; o segundo convite foi endereçado pela Liga Portuguesa contra o Cancro, na iniciativa “Um dia pela vida” e a dinamização da modalidade decorreu nas instalações da Casa do Campino.
TREINOS
Continuámos a utilizar os mesmos espaços da época anterior: todos os dias, excepto à Segunda-feira, no pavilhão da Ex EPC, sendo o treino daquele dia efectuado no salão do clube; posteriormente a Viver Santarém requisitou também a Quarta-feira para, ceder aquelas horas a outra entidade. Pelo que depois viemos a apurar nunca as horas daqueles dias foram ocupadas. A partir do início de Novembro, devido a situações várias que se vinham acumulando, sendo que a que mais nos levou a tomar a decisão de fazermos sempre os treinos nas instalações do clube foi, o barulho infernal que outras modalidades faziam quando ali treinavam. Como é sabido, o Ténis de Mesa é uma modalidade que exige precisão na execução dos golpes, rapidez de raciocínio e reflexos acima da média. Mas para que tudo isto funcione é necessária concentração absoluta, o que ali era impossível de concretizar.
Houve treinos todos os dias da semana para que os miúdos pudessem usufruir do maior número de horas possíveis, pois nem todos tinham disponibilidade nos mesmos dias. Procurámos também que durante as férias os treinos fossem mais intensivos, no entanto, chegámos à conclusão de que é mais difícil conseguir conciliar aqueles nestes períodos do que propriamente durante o tempo de aulas.
Muitos miúdos que frequentaram alguns treinos durante algumas semanas, desistiram porque pensavam que aquele espaço de tempo seria o suficiente para adquirirem todos os conhecimentos e que seriam capazes de executar todos os golpes; disseram ser uma modalidade muito difícil e complexa; estavam convencidos de que passado pouco tempo já sabiam jogar, ou melhor, que conseguiam por a bola em cima da mesa.
      Treinos para Seniores
Em conversa com algumas pessoas que já tinham praticado, e outras que gostando mas não tendo a noção exacta do que era a modalidade, manifestaram interesse em bater umas bolas, quanto mais não fosse para manterem a forma física. Assim, em meados de Outubro, às Quartas e Sextas-feiras, das 21h00 às 23h00, existiram treinos para os mais velhos. Nalguns deles, alguns miúdos também participaram, foi a forma que encontrámos para começar a haver algum entrosamento entre eles. Julgamos que foi benéfico. O intuito de começarmos a fazer estes treinos, tinha como objectivo tentar criar uma equipa de seniores para a próxima época.
COMPETIÇÃO
Mantendo a mesma filosofia da época anterior, isto é, para complemento dos treinos e para que os miúdos pudessem competir regularmente, voltámos a inscrever-nos na ATML.
Participámos no dobro das competições em relação à época transacta (28-14). Entre competições de âmbito Distrital (Lisboa), Nacional e populares os nossos miúdos a nível global realizaram 587 partidas. Vencendo 277 e perdendo 310, estes resultados quando comparados com a época anterior são em termos qualitativos de uma evolução digna de registo.
A nível de encontros por equipas saímos vencedores: 23 vitórias e 22 derrotas. E se tivermos em conta que dos atletas inscritos só quatro transitaram da época anterior, mais motivados nos sentimos.
O nosso sentimento de frustração vai em dois sentidos: o primeiro, pela indisponibilidade que alguns atletas Infantis manifestaram para participar nalgumas provas daquele escalão onde a equipa é formada por três atletas e apenas tínhamos dois, um aspecto a rever na próxima época; o segundo, para aqueles que abandonaram, ou porque não os conseguimos motivar o suficiente ou por alguma outra razão que a cada um deles diz respeito. É pena, porque alguns deles tinham condições para ir muito mais além. Quando sabemos que a aprendizagem vai de três a quatro anos, dependendo da aptidão de cada um; quando sentíamos que alguns já se batiam de igual modo com outros mais evoluídos; quando víamos o seu empenho e a sua evolução de treino para treino, ficámos um pouco apreensivos com aquelas decisões, mas a vida continua, e desejámos a todos as maiores venturas.
Continuamos a pensar da mesma forma com que arrancámos com a modalidade. Os resultados, nesta fase, não são o mais importante, mas sim o competirem e evoluírem, os primeiros hão-de surgir com naturalidade. Vamos continuar o trabalho pois é nossa convicção de que estamos a trilhar o caminho certo.
A salientar
A vitória de Fernando Menino no Torneio de Montamora.
A ida à final de Filipe Quina no Torneio dos Bombeiros de Alverca.
O 3º lugar obtido por Afonso Vagarinho no Torneio João Monteiro.
Por equipas o 1º lugar na última prova da época, Torneio de S. Marcos.
Seniores
Participámos em cinco provas de âmbito popular onde disputámos 48 partidas, destas apenas vencemos 11. Tal como nos “catraios”, também aqui os resultados não eram o mais importante, tanto para mais que alguns dos miúdos fizeram parte destas equipas. O importante era começar a criar condições para a próxima época.
TROFÉUS
Por equipas conquistámos para o clube 7 taças.
ACTIVIDADES EXTRA
Participámos, com quatro elementos, num Curso Básico de Treinadores levado a efeito pela ATML.
Para procurar manter os miúdos ocupados e ao mesmo tempo ir incutindo o espírito de Grupo, levámos a cabo algumas acções de puro convívio, actividades diversas quer na sede quer no rinque, bem como com algumas idas à praia. Foram momentos de muita brincadeira.
Levámos a cabo o III Encontro dos Mesatenistas dos “Caixeiros”. Este ano aberto a todos aqueles que passaram pelos diversos clubes da cidade e resolvemos chamar-lhe de I Encontro dos Mesatenistas Scalabitanos. Conseguimos também juntar algumas daquelas que fizeram parte das equipas femininas.

OBJECTIVOS 2013/14
•Aguardamos que nos seja disponibilizada uma sala onde possamos guardar todos os nossos apetrechos, e os miúdos ali se possam equipar. Convém lembrar de que é a única modalidade praticada nas instalações do clube.
•Criar condições para que se possa tomar banho depois dos treinos (esquentador ou cilindro).
•Melhorar a iluminação no salão.
•Restaurar as três mesas mais antigas.
•Adquirir 10 separadores, dois marcadores e quatro raquetas de iniciação à competição.
•Obter fundos para que possamos comparecer nas provas mais distantes e poder proporcionar aos nossos miúdos um estágio com atletas de outras nacionalidades.
•Captação de novos valores: desenvolver acções nas escolas, principalmente nas primárias.
•Manter os escalões existentes em actividade e procurar criar os iniciados.
•Diligenciar para fomentar a modalidade junto das raparigas.
•Promover torneios para os miúdos e seniores, quer de âmbito popular quer para competição.
•Tentar arranjar parcerias para colmatar as nossas insuficiências.

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